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  • Andréa Simonato

A depressão afeta diversas pessoas em todo o mundo



Basta dar um Google em depressão, para nos depararmos com informações bem preocupantes, inclusive, divulgadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A OMS estima que a depressão é a principal causa incapacitante do mundo. Ainda a OMS, alertou que a depressão alcançou índices epidemiológicos alarmantes, a ponto de ser notada como uma das patologias que mais causa perdas econômicas ao lado do câncer, por exemplo.


É com esse alerta que começo desenrolar a reflexão de hoje, sobre depressão.


A depressão é um transtorno mental que afeta diversas pessoas em todo o mundo e pode trazer um prejuízo significativo na qualidade de vida.


Do ponto de vista da psicologia - especificamente do ponto psicopatológico que é uma área de conhecimento que se debruça a estudar o adoecimento mental - a depressão tem como elementos mais notáveis o humor triste e o desânimo. Ela é entendida como um transtorno de humor, e existe todo um agrupamento de sinais e sintomas para serem avaliados e trabalhados ao ser tratada.


Eu acho bem importante frisar que transtornos mentais, como a depressão, são multifatoriais, isso quer dizer que sua causa se dá por uma combinação de fatores.


Existem sim, pessoas que passam por perdas difíceis que desencadeiam um transtorno mental. Mas, como explicar as pessoas que passam por perdas terríveis, ou por situações de violência e não desenvolvem nenhum transtorno? Ou mesmo, pessoas que vão receber um diagnóstico depressivo e não vão entender o que causou a depressão? Isso é explicado pelo fato de que são diversos os fatores que disparam um transtorno mental.

Fatores genéticos, biológicos, culturais, sociais, ambientais, e de personalidade, por exemplo, devem ser considerados. Nada isoladamente desencadeia um transtorno, mas, pensando em todos esses componentes em conjunto, um acontecimento pode ser a gota d’água que faz um copo transbordar.


É preciso observar como esses fatores se articulam ao longo da vida e contribuem ou não, para a ocorrência de sintomas e transtornos mentais.


Ainda existe o estigma social associado aos transtornos mentais, que são ideias erradas e discriminatórias muito marcadas e reproduzidas na nossa cultura e sociedade, que atribuem rótulos negativos as pessoas com transtorno mental. Como consequência é notável a dificuldade em procurar ajuda e a facilidade em abandonar o tratamento. Um caminho para combater esses estigmas é a informação, para entender a complexidade do transtorno mental. O sofrimento é real e deve ser respeitado, acolhido e tratado.


Estar com depressão não se trata somente de se sentir triste, a tristeza pode não estar presente em grande parte dos dias. Como dito anteriormente, existe um agrupamento de sinais e sintomas que devem ser avaliados, no entanto, como principais sintomas da depressão, temos: a perda da vitalidade, falta de prazer na vida, desânimo, desesperança, apatia, cansaço excessivo, perda de energia, desinteresse, falta de perspectiva, concentração prejudicada, além de alteração de sono e apetite, e a falta de engajamento nas relações sociais também é notada.


Existem intensidades de depressão, de ordem mais leve, possíveis de ser contornada e tratada mais facilmente, e de ordem moderada à grave, que podem ser debilitantes, deixando a pessoa incapaz de reagir.


A depressão não se manifesta da mesma maneira para todo mundo. Seus sinais e sintomas podem depender da personalidade da pessoa. Pessoas com características de personalidade explosivas e reativas podem manifestar seus sintomas de forma reativa e explosiva, afastando quem estiver a volta para se manter isolada em seu mundo interno. Pessoas com características de personalidade ansiosa, podem manifestar sintomas de forma ansiosa com pensamentos agitados e catastróficos ruminando coisas do passado. Da mesma forma, pessoas hipersensíveis e passivas, podem manifestar sintomas de forma sensível e passiva com falta de sentido e interesse pela vida.


A depressão é um adoecimento que pode ser extremamente debilitante, causando impotência e falta de interesse pela vida.


O acompanhamento profissional se faz necessário. Dependendo da intensidade dos sintomas depressivos, é possível remissão dos sintomas apenas com psicoterapia. No entanto, em maior grau o uso de medicamentos se torna essencial para que os sintomas sejam controlados e nesse caso, procure um psiquiatra.


Iniciado o tratamento é muito comum que haja uma melhora significativa dos sintomas, principalmente se acompanhado de medicação, no entanto, não significa que o tratamento deva ser interrompido. Se comprometa com seu processo, compreenda que ele tem um tempo, e pense que sua vida é seu bem mais precioso.


Manter-se próximo de pessoas que confie, e buscar ajuda de um profissional também de sua confiança ou um médico local, é um bom início.


Cuide-se!


Com carinho,

Andréa.

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