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  • Andréa Simonato

Sua ansiedade te faz sofrer?



Quando falamos sobre ansiedade, estamos falando de um funcionamento que tem um objetivo muito positivo de nos alertar sobre a proximidade de um possível perigo, nos dando a chance de nos preparar para lidar com a ameaça.


Este lugar de alerta que a ansiedade nos coloca, pode ser sentida como um temor de que algo ruim aconteça ou que esteja se aproximando, e essa sensação pode ser comumente entendida como medo.

O medo é a sensação de que estamos perdendo algo valioso e que gera um intenso desconforto. Ele pode ter as mais diversas faces, por exemplo: posso ter medo de uma agressão, de uma punição, de perder algo ou alguém que amo e valorizo, e sentir uma frustração dolorosa com isso. Todas essas sensações podem gerar grande desconforto e desamparo.


A ansiedade surge como uma resposta a esse desconforto e desamparo diante de uma ameaça. Se o perigo surge, a ansiedade é rápida e direta, surge imediatamente. Se o perigo está próximo, a ansiedade busca antecipar o desconforto e o desamparo, como uma forma de me preparar para lidar com a ameaça. Desta forma, a ansiedade assume essa característica de antecipação. Traduzindo em modo prático, é aquele medo que surge por algo que não aconteceu - e pode nem acontecer – mas, eu já posso sentir todo o desconforto em minha mente e corpo.


Existem vários níveis de ansiedade, desde níveis saudáveis que nos preserva de perigos e nos impulsiona a buscar soluções aos desafios da vida, como também níveis patológicos que podem ser a total ausência, e nesse caso podemos falar de uma pessoa em depressão profunda e dolorosa que desistiu de viver, ou mesmo a ansiedade intensa e disfuncional que causa muito sofrimento.


É claro que o que queremos experimentar são níveis saudáveis e funcionais de ansiedade, que nos impulsiona a viver, realizar e conquistar enfrentando situações, e nos preservando de possíveis ciladas. No entanto, a maior parte de nós está sujeita a uma ansiedade bem mais intensa do que seria adequado. A ansiedade intensa e disfuncional causa muita dor, angústia e sofrimento, podendo atrapalhar a produtividade e o enfrentamento de diversas situações no dia a dia.


A ansiedade pode ser manifestada em forma constante e permanente ou em forma de crises mais ou menos intensas que podem configurar, se ocorrer de modo repetitivo, ao transtorno do pânico.


Os sintomas de ansiedade são caracterizados por sensação de constante angústia, tensão, preocupação, nervosismo, inquietação, cansaço fácil, dificuldade de concentração, alteração no sono, irritabilidade e dificuldades para relaxar. Além dos sintomas acima, crises de ansiedade podem incluir sintomas físicos como cefaleia, dores musculares, queimações no estômago, taquicardia, desconforto respiratório, tontura, formigamento ou anestesia, sudorese fria, náusea e diarreia. No transtorno do pânico, crises de ansiedade podem surgir de forma repetitiva e inesperada, o medo de morrer ou ter um ataque cardíaco é comum, além de uma persistente preocupação de ter novos ataques.


Quem sofre com ansiedade geralmente considera muito difícil controlar a preocupação em relação a ela. Essa preocupação é associada aos sintomas expostos acima, ao ter uma crise de ansiedade não significa que sentirá todos os sintomas citados de uma só vez, mas, poderá sentir parte deles.


Sofrer com ansiedade pode ser muito doloroso. No entanto, com ajuda é possível o manejo. Com 7 lindas letrinhas a Terapia é um processo possível de tratamento para ansiedade, quando há ou não sofrimento psíquico.


Outro ponto bem importante é que existem níveis de ansiedade em que os sintomas podem ser tratados e cessados sem o uso da medicação, claro, que isso será analisado e trabalhado junto de um bom profissional. No entanto, existem outros níveis de ansiedade que desencadeiam crises extremamente dolorosas como expus aqui, onde se faz necessário o uso de medicação que será indicado por um médico psiquiatra, além do acompanhamento terapêutico.


Caso esteja difícil lidar com sua ansiedade não prolongue o sofrimento, busque ajuda profissional, faça Terapia.


Com carinho,

Andréa.


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